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terça-feira, 24 de outubro de 2017

ARQUEOLOGIA DO POÇO DE JACÓ

ARQUEOLOGIA DO POÇO DE JACÓ

O poço de Jacó está a 800 metros ao sul de Sicar, na estrada alta de Jerusalém, onde o caminho faz uma curva para entrar no vale situado entre o monte Gerizim e o monte Ebal. Está situado perto da tumba de José, no terreno adquirido por Jacó, e é um dos lugares mais autênticos de todas as terras bíblicas. Os samaritanos, os judeus, os cristãos e os muçulmanos o veneram como o poço que Jacó cavou e a beira do qual Jesus se sentou quando conversou com a mulher samaritana que tinha vindo tirar água. A tradição samaritana remonta-se há mais de 23 séculos, e está refletida no comentário que a mulher samaritana fez a Jesus: “o nosso pai Jacó... nos deu este poço” (Jo 4.12). A tradição cristã data do ano 333 quando o Peregrino de Bordeaux visitou o poço. Aqui foi construída uma igreja cristã no século quarto. Os cruzados encontraram a igreja em ruínas e a reedificaram, mas esta foi destruída durante o século doze, e suas ruínas jazem como um montão de pedras pardas sobre o poço.

Em 1838 Robinson achou a entrada da boca do poço, e ao medi-lo, descobriu que tinha uma profundidade de 32 metros. Em 1881 o doutor C. A. Barclay realizou escavações em redor do poço, descobrindo escombros que tinham caído, ou haviam sido lançados nele, e haviam reduzido sua profundidade para 20 metros. Mais tarde limparam o poço até o fundo (32 metros), mas devido aos muitos turistas que empurravam ou lançavam pedras no poço a fim de escutar quanto tempo à pedra demorava para chegar na água, sua profundidade foi reduzida pouco a pouco até chegar a 23 metros. Por essa época a Igreja Ortodoxa Grega adquiriu o lugar, e depois de muitos anos concluiu a construção de uma igreja sobre o local.

A antiga borda do poço está a muitos metros abaixo do nível atual, e mostram profundas fendas que foram produzidas pelas cordas com as quais puxavam os odres ou as vasilhas de água. O poço mede 2,3 metros de circunferência. Sua parte superior está revestida com obra de alvenaria, mas sua parte inferior foi cavada na pedra calcária. A água é fria e refrescante, já que o poço é profundo, e não é só uma cisterna, mas um manancial, ou seja, alimenta-se tanto de água da superfície como de uma fonte subterrânea.

As memórias evocadas pelo poço nos transportam na história a épocas passadas de cenas pastorais e de costumes patriarcais. Também nos recorda o início do ministério de Jesus, quando nesse poço do lado do caminho ele revelou sua natureza divina a admirada samaritana, e onde pronunciou a profunda verdade que permanecerá através de todos os tempos: “mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deverás, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (Jo 4.14).

domingo, 6 de novembro de 2011

ARQUEOLOGIA DE ACÉLDAMA; CAVERNA DE ADULÃO E ANTIOQUIA DA SÍRIA


ARQUEOLOGIA DE ACÉLDAMA – CAMPO DO OLEIRO

Também chamado de campo do oleiro, traz a nossa memória a ocasião trágica quando Judas vendeu o Senhor por trinta moedas de prata, e em seguida, já em desespero, devolveu o dinheiro e se enforcou. “E os principais dos sacerdotes... compraram com elas o campo do oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso aquele campo até o dia de hoje tem sido chamado Campo de Sangue”. (Mt 27:6-8).

No extremo leste da ladeira sul do vale de Hinom existe uma área desértica e pedregosa, de quase um hectare, conhecida como o campo do oleiro desde os tempos de Jerônimo (400 d.C.). Ali, em uma cova natural e extensa tem sido sepultados os estrangeiros e indigentes através dos séculos.

A tradição insiste que este é o mesmo local da “casa do oleiro” que Jeremias visitou (Jr 18:1-4), e que tempos depois os sacerdotes compraram com o dinheiro da traição, para servir de cemitérios aos estrangeiros. A atual localização desse lugar pode estar certa, pois satisfaz os requisitos bíblicos e é aceita por muitas autoridades.


ARQUEOLOGIA DA CAVERNA DE ADULÃO

A gruta que com freqüência serviu como sede secreta a Davi e seus 400 ou 600 de seus homens, tem sido situada tradicionalmente no deserto da Judéia, sobre o inclinado precipício sul de Wadi Khareitun, a 1,2 quilometro ao sul do Herodium, e a cinco quilômetros a noroeste de Tecoa.

Há uma rusticidade oculta e rara nas proximidades do lugar, com fragmentos maciços de rocha espalhados na gruta, que está situada em um penhasco comprido e estreito na parte de cima da base do barranco. Uma enorme pedra rachada de muitas toneladas de peso, quase obstrui a entrada da gruta. Perto dali, há um manancial de água corrente, clara e fresca.

O Único acesso à cova é através de uma abertura circular de uns 2,2 metros de altura. Na parte de dentro há uma passagem sobre o estreito que conduz a uma cova pequena, e partindo dela uma passagem serpenteando leva a um grande quarto, que mede aproximadamente 473 metros quadrados. Existem passagens estreitas que se ramificam e conduzem a outros quartos de grande tamanho, alguns dos quais se encontram em níveis mais baixos, e com espaço suficiente na parte interior para 1000 homens. O lugar parece reunir as características que lhe são dadas nos relatos bíblicos, onde Davi se ocultava com freqüência do rei Saul.

ARQUEOLOGIA DE ANTIOQUIA DA SÍRIA

Capital da provícia romana da Síria, localizava-se à margem oriental do rio Orontes, cerca de 30 km do mar Mediterrâneo, uns 450 quilômetros de Jerusalém.  Na antiguidade, era chamada “a rainha do Oriente”, devido aos seus belos contornos, a importância de seu comercio e à sua localização estratégica sobre rotas de encontro de caravanas entre o leste, o oeste, o norte e o sul.

Na sucessão de Alexandre, o Grande, coube a SeLeuco I Nicátor a satrapia da Babilônia, foi ele quem fundou essa província, por volta de 300 a.C. Seleuco se auto-proclamou rei dos macedônios e, ao se preparar para a conquista da Macedônia e da Grécia, foi assasinado por Ptolomeu Cerauto, filho mais velho de Ptolomeu I do Egito, em cerca de 280 a.C.

A Universidade de Princeton e o Museu Nacional da França iniciaram escavações em Antioquia em 1932. Durante os seis anos seguintes, eles desenterraram mais de 20 igrejas em ruínas, numerosos balneários, dois cemitérios, um estádio, e muitos magníficos pisos de mosaico. Alguns destes mosaicos representavam cenas do culto à deusa Ísis. Um mosaico bem conservado, de grande tamanho (96 por 128 metros), representava a fábula da fênix, enquanto outro, descoberto em um piso do século sexto de um edifício próximo da Porta de São Paulo, contém esta inscrição: “A paz esteja com aqueles que aqui vierem, e com os que contemplarem isto; e gozo e benção sejam sobre os que permanecerem aqui.”

O achado mais sensacional, todavia, foi um belo cálice de prata, no qual estavam esculpidas, em um trecho de prata e bordados em um extraordinário cálice exterior, vides simbólicas, em meio das quais se encontram doze figuras sentadas, que muitos crêem representar a Cristo e onze apóstolos. O cálice interior tem capacidade para 2,36 litros de líquido. É evidente que se trata de uma relíquia da antiguidade, de grande caráter sagrado. Alguns o consideram o Santo Graal, copo usado por Cristo e seus discípulos na Última Ceia. Tem sido feitas tentativas de datar com precisão a época em que esse cálice teria sido fabricado. As datas variam do primeiro ao sexto século. A maioria dos eruditos, todavia, está de acordo em uma data do quarto ou do quinto século. O cálice duplo se encontra agora nos Cloisters, na cidade de Nova York, e é conhecido como “O Cálice de Antioquia”.

ARQUEOLOGIA DA ASSÍRIA E BABILÔNIA



ARQUEOLOGIA DA ASSÍRIA

HISTÓRIA DA ASSÍRIA

Antigo país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia, a partir da fronteira norte do atual Iraque. Suas conquistas se estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. A parte ocidental do país era uma estepe adequada apenas a uma população nômade. Entretanto, a parte oriental era apropriada para a agricultura, com colinas cheias de bosques e férteis vales banhados por pequenos rios. A leste da Síria se encontram os montes Zagros; ao norte, um escalão de platôs conduz ao maciço armênio; a oeste se estende a planície da Mesopotâmia; ao sul se encontra o país conhecido primeiro como Sumer, depois Acade e, mais tarde Babilônia.

Os Assírios são descendentes diretos de Assur, filho de Sem, neto de Noé (Gn 10.11). Assur deixou a terra de Sinar e foi estabelecer-se em uma faixa de terra ao norte da Mesopotâmia, mais para o oriente, isto é, próximo ao rio Tigre, que passou a levar seu nome. A cidade de Assur floresceu à margem da grande rio Tigre, não possuindo fronteiras definidas, entretanto suas dimensões dependendo da época variavam de acordo com suas vitórias ou derrotas. Seus habitantes eram guerreiros ferozes; possuíam armas de ferro que os tornavam superiores na arte da guerra. Eram famosos pela crueldade com que tratavam os adversários derrotados nas batalhas. Capturavam seus inimigos e em seguida cortavam suas cabeças com um machado, os que ficavam vivos tinham os olhos vazados. Os que não morriam eram transformados em escravos e postos para trabalhar duramente. Os povos subjugados pelos assírios tinham de pagar altos impostos.


O núcleo central da Assíria estava na região norte da Mesopotâmia, mas em 800 a.C. dominava os vizinhos como nunca qualquer Estado havia feito. Combateu tribos das montanhas no norte e leste de seu domínio, mas com as mesmas tribos desenvolveu relações diplomáticas.


O IMPÉRIO ASSÍRIO
Mais ou menos em 730 a.C. formou-se uma coalisão para por fim ao domínio no Oriente Próximo das dinastias etíopes do Egito. Essa reação que partiu da Mesopotâmia foi liderada pela Assíria. O início do Império Assírio ocorreu sob o comando do rei Adadnarari II (921-891 a.C.), com a implantação de uma política externa imperialista e forja potentes armas e carros de guerra para um exército permanente.

Com o rei Assurbanipal II (884-858 a.C.), Assíria galgou o posto de Império, com construções monumentais em Assur, Nínive e Calah e a montagem de um grupo de estados vassalos ao redor  do núcleo do território assírio. As dinastias das regiões atingidas por suas expedições militares eram obrigadas a pagar tributos regularmente, muitas vezes também a colocar a disposição dos assírios tropas militares. Mas foi no reinado de Tiglat-Pileser III (745-727 a.C.) que a Assíria chegou ao topo do poder, dominando todo o antigo Oriente. Esse rei sistematizou os projetos de vassalagem e os domínios territoriais, unificando todo o Oriente Próximo. Israel sofre as consequencias imperiais da Assíria. Em 734 a.C., o rei de Judá, Acaz, buscou apoio na Assíria contra a coalizão entre Israel e Síria; em 722, os reis assírios Salmaneser V (727-722 a.C.) e Sargão II (722-705 a.C.) dizimaram o Reino do Norte, Israel, deixando apenas Samaria, como sua província.

RELAÇÃO COM OS JUDEUS
Salmanazer III (726-722 a.C.) assediou Samaria por trê anos. Após esse período de assédio Sargão II assume o poder na Assíria (722-705 a.C.) e derrota Samaria, levando ao exílio 27 mil israelitas. Senaqueribe (705-681a.C.) cerca Jerusalém, blasfema contra Deus zombando do rei Ezequias. Deus opera e ao  amanhecer 185 mil soldados assírios estão mortos. Envergonhado, Senaqueribe volta para Assíria e é morto pelos próprios filhos (II Rs cap. 18 a 19).

Em 612 a.C., uma coalizão entre medos e babilônios conquistou Nínive e pôs fim ao Império Assírio. A maior parte das terras assírias foi tomada por dinastias da Babilônia.


ARQUEOLOGIA DA BABILÔNIA

CIDADE DA BABILÔNIA

Babilônia era uma das cidades mais importantes da antiguidade, cuja localização é assinalada atualmente por uma região de ruínas a leste do rio Eufrates, a 90 km ao sul de Bagdá, no Iraque. Sua construção deveu-se em grande parte aos esforços de Hamurabi (1728-1686 a.C.) e Nabucodonosor II (604-562 a.C.). Babilônia foi capital do Império Babilônico durante os milênios II e I a.C. Na antiguidade, a cidade se beneficiava de sua posição na importante rota comercial terrestre que ligava o golfo Pérsico ao Mediterrâneo.

IMPÉRIO BABILÔNICO

Antigo império localizado entre os rios Tigre e Eufrates no sul da Mesopotâmia. A Babilônia desenvolveu as ciências e um panteão mitológico com base no panteão sumério-acadiano. Com quase 12 mil quilômetros quadrados, fazia fronteira ao norte com a Assíria e a leste com Elam, ao sul e a oeste com o deserto da Arábia e ao sudeste com o Golfo Pérsico.


O rei mais importante da Babilônia foi Hamurabi. Esse monarca conquistou todas as cidades e tribos ao redor e dirigiu sabiamente o seu reino. Essas cidades passaram a ser governadas por homens de confiança de Hamurabi. Toda pagavam impostos para a Babilônia, que se tornou a cidade mais importante da Mesopotâmia. Uma das coisas mais notáveis da civilização babilônica foi a criação do Código de Hamurabi. O Código era uma lista de leis que determinavam como deveriam viver os habitantes do reino.

Depois da morte de Hamurabi, a Babilônia foi conquistada sucessivamente por muitas tribos; Em 626 a.C., Nabopolassar foi intronizado na Babilônia quando os babilônios declararam independência do Império Assírio. Aliou-se aos medos no leste e começaram a testar a força dos assírios. Até 612. a capital Nínive caiu e, com o colapso do governo após a queda de Carquêmis em 605, os assírios antigamente poderosos só ficaram na lembrança do povo do Oriente Médio ao qual aterrorizaram durante quase 150 anos.

Com a morte de Nabopolassar, o trono foi ocupado com habilidade por seu filho, o general Nabucodonosor, em 605. Na época ele assumiu o controle de todos os territórios perdidos pela assíria, incluindo Judá. O reinado longo e próspero de Nabucodonosor chegou ao fim em 562, e pouco depois os persas começaram a construir seu império sob a liderança de Ciro, o Grande. Nas duas décadas seguintes, os sucessores de Nabucodonosor foram tão imcompetentes que em 539, Ciro foi bem recebido na capital, após derrotar sem luta o incompetente co-regente Belsazar. Foi saudado como salvador da pátria em vez de conquistador.

Um ano após assumir o controle do Império Babilônico, Ciro instaurou sua política de governo benevolente ao permitir que muitos povos deportados retornassem seus lugares de origem e reconstruissem suas casas, seus templos e santuários de adoração. Para o povo judeu que nesse período se encontrava exilado na Babilônia, este fato foi o cumprimento das profécias.

RELIGIÃO BABILÔNICA
Na religião, possuiam um sistema de deuses, cada um com um templo central nas cidades do império. Alguns dos seus deuses mais conhecidos eram Anu, deus do céu; Xemesh, deus do Sol; Xim, deus da Lua; Ixtar, deusa do amor e da guerra; Hadad, deus da tempestade; Enlil deus do ar; Enki ou Ea, deus dos subterrâneos marítimos. Por volta de 1100 a.C., os amorreus promoveram o deus Marduq como a principal divindade da religião oficial da Babilônia. Na intectualidade, os relatos mitológicos e lendários predominavam. Entre els constam o relato da criação chamado Enuma Elish e o relato do dilúvio chamado epópeia de Gilgamés.


Entre os habitantes mais antigos estavam os Sumérios. A origem de sua cultura é suméria.


ARQUEOLOGIA 
Niebuhr, Rich e Rassam sondaram suas ruínas em ambos os lados do rio Eufrates. Porem, as honras são para Robert Koldewey e seus homens, pelos 14 anos de cuidadoso trabalho de escavações em Babilônia, desde 1899 até 1913.

As descobertas em Babilônia não foram menos que fenomenais. Entre os achados mais importantes estavam:

- Um muro de mais de 22 quilômetros de extensão e 42 metros de largura, rodeando a parte principal da cidade;

- Muitas portas da cidade, a mais destacada das quais era a de Ishtar, com seus 575 dragões, touros e leões esmaltados;

- A “Rua da Procissão”, que entrava pela porta de Ishtar ao norte, passava pelo palácio real e atravessava diretamente a parte principal da cidade até o templo de Marduk, “o Criador e rei do Universo”;

- O magnificamente decorado palácio de Nabucodonosor, com seu salão onde se encontrava o trono e uma sala de banquetes de 17 metros de largura por 51 metros de comprimento;
- A base e o contorno da torre de Babel, conhecida como “E-teme-na-ki” (a casa plataforma-base do céu e da terra), a qual acredita-se que sejam as ruínas da desafortunada Torre de Babel;

- Os Jardins Suspensos, ou as grandes ruínas de uma área quadrangular, composta de criptas abobadadas ou sótãos reforçados com arcos de ladrilhos, e cobertos de terra e escombros. Os escavadores acreditavam que estas ruínas eram os restos da estrutura da base dos famosos Jardins Suspensos (uma das sete maravilhas do mundo antigo);

- Quase 300 tabuinhas cuneiformes que relatam principalmente a distribuição de azeite e de cevada aos trabalhadores especializados, oriundos de muitas nações, que viviam em Babilônia e seus arredores entre os anos 595 e 570 a.C. Entre os mencionados estava “yow keen” (Joaquim) “rei da terra de Yehud” (Judá) e seus cinco filhos jovens que estavam nas mãos de Quenias, seu assistente.

ARQUEOLOGIA DE BETÂNIA, BETESDA E CADES BARNÉIA



ARQUEOLOGIA DO TANQUE DE BETESDA
Betesda era o nome que davam a um tanque rodeado de cinco pórticos de onde brotava um manancial. Jesus curou ali o homem que havia estado enfermo durante 38 anos (Jo 5:2-9).

O único registro que indica sua localização situa-o “perto da porta das ovelhas”. Estaria supostamente localizado n o setor noroeste da cidade, pois segundo Josefo e algumas autoridades da antiguidade, em Jerusalém, o mercado principal das ovelhas se encontrava ao norte da área do templo. Recentemente, o mercado árabe das ovelhas foi localizado fora da porta de Herodes. Da mesma forma, o mapa da Medeba (século quinto) localizou o tanque nesse setor, conhecido como Bezatha.

Em 1888, enquanto estavam fazendo reparos na igreja de Santa Ana, nesse setor noroeste de Jerusalém, foi localizado o que parece ter sido uma grande represa. O professor Conrad Schick, a quem haviam consultado sobre o achado, organizou uma expedição e desenterrou a área total até o nível romano, descobrindo dois grandes tanques com cinco pórticos e numerosos fragmentos de colunas e capitéis; tudo isso em estilo romano, ma evidentemente um pouco mais recente que a época de Cristo. Havia degraus empinados em forma de espiral que conduziam à parte de baixo, onde se encontravam os tanques. Em uma parede proeminente de um dos pórticos os escavadores encontraram a pintura de um anjo no ato de agitar a água. Aqui estava situada Betesda, segunda a tradição da Igreja Primitiva.


ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE BETÂNIA

Era a cidade onde viviam Marta, Maria e Lázaro. Seu nome atual é El-Azariyeh (“o lugar de Lázaro”). Está situada a três quilômetros a leste de Jerusalém, na ladeira oriental do monte das Oliveiras.

As ruínas mais antigas que ali se encontravam constam de uma tumba em forma de cova, que alguns afirmam ser a tumba de Lázaro. Existem também ruínas de duas edificações as quais alguns guias afirmam aos turistas (sem nenhuma base histórica) serem as ruínas da casa de Simão, o leproso, e a casa de Marta, Maria e Lázaro.

A suposta “tumba de Lázaro” é uma caverna à qual se chega atrás de uns 25 degraus. Existe pouca possibilidade esta tenha estado relacionada de alguma forma com a sepultura de Lázaro, ainda que venha sendo apontada como a própria sepultura desde o ano 300 d.C. As ruínas em formas de torres gêmeas, conhecidas como a casa de Simão, o leproso, onde Jesus foi ungido com um perfume caríssimo (Mc 14:3-9), são de origem medieval. É também improvável que as ruínas sem teto que se mostram como o lugar onde Marta “o recebeu em sua casa” (Lc 10:38) seja a mesma casa que Jesus e seus discípulos visitavam com freqüência em Betânia. Todavia estas três ruínas comemoram incidentes sagrados na vida de Nosso Senhor.


ARQUEOLOGIA DE CADES-BARNÉIA
O mui conhecido lugar de acampamento e habitação de Israel tem sido identificado algumas vezes como Ain Qedeis, que se encontra aproximadamente a 78 quilômetros a sudoeste de Berseba. Todavia os que têm estudado essa região a fundo estão plenamente convencidos de que Cades-Barnéia tem que ser identificada com Wadi Qudeirat, situada a oito quilômetros a noroeste de Ain Qedeis. É irrigada por uma torrentosa fonte procedente de Ain Qudeirat, e forma um fértil e formoso vale.

O coronel Lawrence descobriu ali uma fortaleza judaica e os restos de uma comunidade agrícola dos séculos 21 ao 19 a.C., localizados na colina que domina a fonte. O doutor Nelson Glueck e outras autoridades afirmam que Wadi Qudeirat é sem dúvida alguma Cades-Barnéia, a qual chegou a ser “a encruzilhada da decisão final” para Israel. Os israelitas sem dúvida usaram ambos os oásis, já que estavam separados só por oito quilômetros de distância.


ARQUEOLOGIA DE TESSALÔNICA E TIRO



ARQUEOLOGIA DE TESSALÔNICA

Cidade grega fundada por Cassiandro em 316 a.C. Esse general de Alexandre, o Grande batizou a cidade com o nome de sua esposa. Importante centro comercial desde 168 a.C., Tessalônica foi anexada ao Império Romano em 164 a.C. e tornou-se capital da Macedônia. Com suas muitas formas de adoração pública, Tessalônica é uma referência quanto a divinização de imperadores; possuia um templo para o culto a César. Em suas moedas a cidade de Roma e os seus imperadores eram retratados como divindades. Possuía um templo a deusa ísis, ao lado de Kabiros, sua divindade protetora. Dos relatos que envolvem personalidades nos ritos sagrados das cidades gregas, desde o século VI a.C., é possível afirmar que os tessalonicenses praticavam cultos de mistério, principalmente a Kabiros, também protetora da cidade de Filipos. Em meio a toda essa diversidade cúltica havia uma comunidade judaica que, descontente com o êxito do programa evangelísitico agita o povo da cidade contra o apóstolo Paulo.

Tessalônica foi a segunda cidade européia a ouvir a pregação de Paulo, e provavelmente a primeira igreja a receber uma de suas epístolas. Hoje em dia é conhecida como Salônica. Por estar situada na grande estrada militar do norte, que ia da Itália até o Oriente (conhecida como a via Inaciana), era um estratégico centro militar e comercial nos dias de Paulo.

Lucas nos conta, na versão grega original de Atos 17:6,8, que os magistrados e funcionários oficiais desta cidade eram chamados politarcas.  Durante muitos anos os críticos eruditos afirmaram que este nome ou título não aparecia em nenhum outro documento grego, e que, portanto, Lucas tinha cometido um erro ao empregá-lo.

Porém, tempos depois, esse título foi encontrado escrito em diversas ruínas de Tessalônica. As inscrições mais importantes no arco da porta de Vardar, que se estendia sobre a via Inaciana na entrada ocidental da cidade. A inscrição diz, em parte o seguinte: "No tempo dos politarcas, Sosipatros, filho de Cleópatra, e Lúcio Pontio Públio Flávio      Sabino, Demétrio, filho de Fausto, Demétrio de Nicápolis, Zoilo, filho de Parmênio, e Menisco Gaia Agileu Poteito". A inscrição menciona os seis funcionários da cidade que encabeçavam a “assembléia do povo”

Sem dúvida, Paulo e Lucas passaram através desta porta e notaram a inscrição. Lucas se referiu aos magistrados de maneira correta, dando-lhes um título que aparentemente era utilizado só nessa parte do país.

O arco foi derrubado durante um motim em 1876, depois do qual aquela inscrição foi adquirida pelos ingleses, e na atualidade se acha no Museu Britânico.

Foi encontrada em Tessalônica uma inscrição samaritana do século V d.C., o que pode confirmar a existência desde o período helênico de comunidades de samaritanos vivendo próximo as comunidades judaicas na cidade.

ARQUEOLOGIA DE TIRO

Cidade-estado portuária da Fenícia, situada em região rochosa do Líbano. Centro do desenvolvimento da cultura fenícia, civilização marítima de Canaã. Na idade do Bronze Recente (1550-1200 a.C.), quando o sucessor do faraó Merneptah (1213-1203 a.C.), Ramsés III, submeteu os povos do mar e dominou praticamente a totalidade do território de Canaã, um dos objetivos foi controlar as vias que permitiam o comércio com a Síria e o Líbano. Tiro naquele tempo era uma importante cidade ao norte de Israel; dependente do Egito, mas beneficiada por migrações araméias. Também naquela época os filisteus monopolizaram o comércio, controlando a navegação pelo mar Mediterrâneo, mantendo parceiras com Tiro. Entre os séculos XI e IX a.C. a cultura fenícia alcançou seu apogeu.

Tiro foi o grande parceiro comercial dos israelitas. O rei Davi recebeu apoio de Hirão, rei de Tiro, a mais importante cidade-estado fenícia, para construção de sua residência em Jerusalém (2Sm 5.11-12).

Tiro, tinha o porto marítimo mais famoso das antigas terras da Bíblia, estava situado a 32 quilômetros ao sul de Sidom, em uma ilha a um quilômetro da terra firme. A cidade contava com dois portos, um no norte e o outro no sul. Seus muros eram de grande altura, especialmente no lado que dava para a terra firme.

Ali os artesãos fabricavam artigos e diferentes produtos artísticos de bronze e de prata, e preparavam a tinta púrpura que tornou Tiro famosa. Seus mercadores comerciavam com as muitas terras do Mediterrâneo e inclusive com as distantes ilhas britânicas. Tiro se converteu em uma “bem povoada e afamada cidade”. Mas o profeta assegura que a cidade pereceu, “Tu e teus moradores, que atemorizaste a todos os que habitavam ao teu redor” (Ez 26:17).

Reis e militares de muitos países sitiaram Tiro, mas não puderam apoderar-se da cidade. Em 333 a.C. Alexandre Magno a tomou, depois de sete meses de assédio. Mas Tiro levantou-se de novo pouco a pouco e se converteu em um centro de comercio na época do Império Romano. Em séculos recentes, porém o lugar foi reduzido de tamanho. Seus portos estão cheios de ruínas e são pouco mais que “um enxugadouro de redes” (Ez 26:14).

ARQUEOLOGIA DE UR DOS CALDEUS, SODOMA E GOMORRA


ARQUEOLOGIA DE UR DOS CALDEUS

Cidade localizada na Caldéia; era a terra dos pais de Abraão. Em sua perigrinação, Abraão sai de Ur e vai para Canaã; nessa época muitos clãs migravam para a região conhecida como Crescente Fértil (Gn 11.28-31; 15.7). Provavelmente o lugar deve ser identificado com Uru da Babilônia, ou Ur dos Caldeus, que é hoje Mugheir (montículo de betume), sobre a margem ocidental do rio Eufrates, 240 quilômetros a sul do local da antiga Babilônia, e a 240 quilômetros a noroeste do Golfo Pérsico. Suas ruínas principais, que cobrem uma superfície de 61 hectares, foram escavados por J. E. Taylor (1854), por H. R. Hall (1919), e por C. Leonard Woolley (1932-1934).

Taylor desenterrou porções de uma grande torre-templo ou zigurate (a montanha do céu), que ascendia em três pisos a uma altura de 21 metros. Em cada uma de suas quatro esquinas havia um nicho, onde existiam cilindros escritos (registros dos fundamentos), que traziam o nome da cidade, de seu fundador e daqueles que de vez em quando tinham reconstruído o zigurate. No quarto com lixo acumulado de um templo próximo havia uma coleção de tabuinhas cuneiformes. Em uma delas o rei Nabonido (556-536 a.C.), fazia referências à edificação e aos reparos periódicos do grande zigurate. Há também uma oração a Nannar, o deus Lua, pelo próprio rei e por seu filho Belsazar, para que fosse “guardado do pecado” e “estivesse satisfeito com a abundância da vida”. Estas e outras inscrições confirmam o relato bíblico sobre Belsazar. 

Hall explorou o lado sudoeste do poderoso zigurate e deixou ainda mais exposta a área do templo.

Woolley completou as escavações em torno do grande zigurate e dos templos na área sagrada, e prosseguiu até deixar expostos dez quilômetros quadrados da cidade do tempo de Abraão. O arqueólogo encontrou largos desembocadouros, muitos edifícios comerciais e numerosas casas de dois pisos, com pátios, fontes, chaminés e sistemas sanitários. Havia capelas de adoração espalhados por todas as partes da área residencial, assim como edifícios escolares com livros de argila, que indicavam que os caldeus tinham ensinado leitura, escritura, aritmética, gramática e história. Foi encontrado um grande arquivo de registros do templo que revelava que a religião, inclusive os serviços do templo, eram sustentados mediante as ofertas das pessoas e mediante o comércio.

Foram realizadas sensacionais descobertas nos cemitérios. As tumbas reais continham objetos de ouro em abundância, prata, lápis-lazúli e outros materiais de menor valor. Em algumas tumbas havia até 68 esqueletos de pessoas que faziam parte da comitiva: guardas, músicos e criados que tinham marchado ao fosso da morte, em sacrifício, para que assim pudessem acompanhar a seu rei ou a sua rainha na outra vida. No contexto das religiões da Mesopotâmia, descobriu-se que em Ur, quando da morte do rei, sacrificava-se toda a sua família e seus servos.

A descoberta mais importante para os estudiosos da Bíblia foi um estrato de argila e areia limpas, depositado pelas águas de dois metros e meio de espessura, com indícios de ocupação em cima e em baixo, mostrando “uma ruptura definitiva na continuidade da cultura local”. O escavador disse a respeito disso: “Nenhuma subida comum dos rios deixaria atrás de si nada que sequer se aproximasse do volume dessa terraplenagem de argila... A inundação que depositou estes restos deve ter sido de uma magnitude sem paralelo na história local... Não pode haver nenhuma dúvida de que esta inundação foi o dilúvio das histórias e das lendas sumérias, o dilúvio no qual se baseou a história de Noé”.

O fim do império da cidade-estado de Ur, se deu por volta dos séculos 20 e 19 a.C.


ARQUEOLOGIA DE SODOMA E GOMORRA

A maioria dos “experts” considera que as ruínas dessas cidades, se é que por acaso existe alguma ruína, estão submergidas sob as águas opacas e pouco profundas do mar Morto, ao sul da península de Lisam. Todas as tradições locais preservadas pela natureza do país favorecem esta região. Josefo declara que o mar Morto se estendia desde Jericó até Zoar (Guerra dos judeus, IV). O historiador cristão do século quatro, Eusébio, confirma a declaração de Josefo e acrescenta que havia uma guarnição romana no lugar. Também o mapa de mosaicos encontrado em uma igreja grega de Medeba, que data do século quinto ou sexto, situa Zoar no ângulo sudeste do mar Morto.

Em 1924 uma expedição conjunta do Seminário Teológico Pittsburg-Xenia e das Escolas Americanas de Investigação Oriental, liderada pelos doutores Albright e Kyle, explorou o território ao extremo sul do mar Morto, para determinar a localização de Sodoma, de Gomorra e de Zoar. Esta expedição encontrou as ruínas de uma Zoar dos períodos árabe e bizantino. Mas os membros da expedição deduziram que o local ocupada pela Zoar mais antiga tinha submergido devido à subida constante do mar Morto.

Jebel Usdum (monte Sodoma) que é uma montanha de sal cristalino de oito quilômetros de comprimento e 91 metros de altura, ao longo da costa sudoeste do mar Morto, é denominada assim tendo-se como base a crença de que Sodoma estava localizada perto dali. Das ruínas de Sodoma e de Gomorra comenta o doutor Georg Adam Smith:
Aqui ocorreu a sena do julgamento mais terrível do pecado humano. O resplendor de Sodoma e Gomorra se reflete ao longo da história das Escrituras. Esta é a pauta popular do juízo do pecado. A história é contada em Gênesis, e aplicada em Deuteronômio e em Lamentações, e por Amós, por Isaías, por Jeremias, Por Ezequiel e por Sofonias. Nosso Senhor Jesus Cristo a emprega mais de uma vez como ilustração do castigo com que ameaçava as cidades onde em vão se pregava a Palavra de Deus, e sentimos que a chama queima nossas próprias faces (Mt 10.15, 11.24; Lc 10.12, 17.29). Paulo, Pedro e Judas fazem menção desse acontecimento. No Apocalipse a cidade do pecado é chamada espiritualmente Sodoma. Mesmo que o fulgor dessa catástrofe ainda queime, as ruínas que esse acontecimento deixou desapareceram.

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