domingo, 6 de novembro de 2011

ARQUEOLOGIA DAS CIDADES DE NAZARÉ E FILIPOS





ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE NAZARÉ


Pouco se sabe sobre Nazaré, não é mencionada em nenhum lugar do Antigo Testamento. A frase:Ele será chamado Nazareno (Mt 2.23), exatamente assim não é encontrada no Velho Testamento, e provavelmente se referem a várias prefigurações ou predições dos profetas de que o Messias seria desprezado (Sl 22.6; Is 53.3), pois nos dias de Jesus, “Nazareno” era como um sinônimo de “desprezado” (Jo 1.45-46).

Nazaré é a cidade onde viveram Maria e José, e foi também a cidade onde Jesus residiu até sua revelação como o prometido Messias de Israel, na idade de 30 anos. Hoje a cidade está parcialmente isolada nas montanhas, na metade do caminho entre o Mediterrâneo e o mar da Galiléia. Fica perto da frequentada estrada entre o Egito e a Mesopotâmia. Ali sem dúvida alguma, Jesus viu passar caravanas de muitas nacionalidades.

A Igreja da Anunciação, que tradicionalmente assinala o lugar onde morava a Virgem Maria, foi edificada sobre os alicerces de uma igreja que havia sido erguida pelos cruzados no século 12. Debaixo da nave havia uma capela, na qual se encontra a inscrição latina: “Aqui o Verbo se fez carne” (Jo 1.14)).

O lugar mais autêntico de Nazaré que tem relação com a sagrada família é o Poço da Virgem, o qual tem sido sempre o único local onde tem existido água. A verdadeira fonte de água é um manancial nas ladeiras, localizado a quase um quilometro e meio da fora cidade, um conduto leva a água até este poço coberto. Provavelmente Maria vinha a este poço com o tradicional cântaro de água sobre a cabeça, e quem sabe, algumas vezes acompanhada do filho Jesus.

Há em Nazaré um notável precipício, perpendicular, com 12 a 15 metros de altura, que deve ser o local onde os enfurecidos conterrâneos de Jesus o levaram para dali o jogarem (Lc 4.29). A vista que se descortina do cume de Neby Ismael, um dos montes por detrás da cidade, é muito bela.

Nazaré é hoje Em-Nasirah, uma cidade fechada entre montes rochosos e estéreis, formando o espinhaço meridional do Líbano, que termina na planície de Esdrelom.


ARQUEOLOGIA DA CIDADE DE FILIPOS

Cidade da Macedônia próxima ao mar Egeu, antes denominada Krenides. Filipos deve seu novo nome a Filipe da Macedônia (pai de Alexandre, o Grande). Filipe arrebatou a cidade das mãos dos trácios no quarto século a.C. e pôs nela o seu nome. Cidade rica em minérios foi em suas proximidades que Marco Antonio e Otávio (César Augusto) derrotaram Bruno e Cássio, assassinos de Júlio César. Por esses episódios, a cidade tornou-se colônia romana. Estava estrategicamente localizada sobre a via Inaciana, que corria na direção leste-oeste entre Roma e a Ásia, e serviu como ponto de partida a Alexandre, o Grande, quando ele começou sua campanha para conquistar o mundo.

Paulo veio diretamente a Filipos depois de uma visão que um homem lhe rogava: “Passa à Macedônia, a ajuda-nos” (At 16.9). Aqui Paulo pregou o evangelho na margem de um rio, foi posto na prisão, e estabeleceu sua primeira e mais amada igreja no continente europeu.

A Escola Francesa de Atenas realizou escavações nesse lugar de 1914 a 1938. Foram desenterrados muitos trechos da cidade, sendo dada especial atenção ao foro, à praça do mercado, ao anfiteatro, a uma biblioteca e sala de leitura, e um pódio retangular que servia de tribuna para os oradores. Os fundamentos de uma grande porta abobadada que se estendia sobre a via Inaciana, a qual saía pelo lado nordeste da cidade, resultaram de interesse especial para os estudiosos da Bíblia. Muitos acreditam que Paulo saiu por essa porta a caminho da margem do rio, em busca de um local para oração, e onde pregou o evangelho a um grupo de mulheres. O único rio nas proximidades de Filipos está aproximadamente um quilômetro e meio a oeste dessa porta.

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